O mar abraça a liberdade.
O sol queima os cabelos dourados.
Os pinheiros bailam ao sabor do vento quente e a maré puxa sensações e sentimentos escondidos.
A vida transforma-se num infinito de ideias e ansiedades!
Pequenas Histórias...
Os raios de sol que atravessam as nuvens, são suspiros de uma estrela que ao observar a beleza do azul das calmas ondas a projectar-se, lentamente, sobre os coloridos grãos de areia de uma qualquer misteriosa praia, onde algures, permanecem dois amantes, distantes de tudo, num abraço apertado, num beijo cúmplice, num entardecer infinito...
Partiste e apenas deixaste para trás uma canção...Partiste e deixaste-me uma recordação, a tua bela canção!Partiste, mas foi tarde quando me apercebi que levavas contigo as notas que em tempos enchiam e deliciavam meus jovens ouvidos, nas longas e quentes noites de Verão.Nessas noites de luar, tudo era diferente e possível…Naquele tempo, apenas os sonhos irrequietos da minha juventude impulsionavam os dias!No início, parecia que tinhas deixado para trás todas aquelas notas cintilantes como estrelas que brilhavam numa qualquer noite infinita. Menina, como gostava de te ouvir cantar! E com que alegria o fazias!De vez em quando, essas notas pulsavam no meu peito, saltitavam e oscilavam em harmonia, compondo a tua música, formando indeléveis sonhos, fugazes planos invisíveis, esperanças não realizadas, breves anseios.Porém, sem que me apercebesse, uma a uma, as notas foram desaparecendo, tal como tu...Sem música, um vazio entrou nos meus ouvidos e o silêncio ali fez sua morada.Procurei apanhar algumas das notas, mas, quando parecia que as tinha, olhava para as mãos abertas, suadas de esforço, e percebia que haviam escapado.Fugiram entre os precipícios que eram os espaços vazios entre os meus dedos.Partiste e, afinal, levaste contigo a tua canção…
Vegas, Uma noite de loucura passada em claro! Rendido, o jovem acorda desorientado, nas primeiras horas da manhã, pelo som insistente do telefone que estremece na mesa de cabeceira. A voz sóbria do recepcionista diz-lhe que alguém deixou uma carta para si na recepção. Desorientado procura um agasalho já que dormira sem roupa por cima dos cobertores. Não sentira frio. A água quente do duche parecia devolver algumas lembranças da noite passada mas ainda era vaga a memória do que se passara. Já meio recomposto, liga para a reecpção e como não reconhece a voz de quem lhe ligara pede para passar ao colega. Depois de um minuto de espera questiona o recepcionista: - Quem deixou a carta? - Uma jovem loira de cabelo longo comprido, esticado para trás, vestido preto curto, perna longa e saltos altos, óculos escuros - responde. O jovem sorri. Começava agora a encaixar as peças do puzzle que compunham a memória de uma noite bem passada!